Galera!
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Vale a pena conferir.
MUITO MAIS QUE SIMPLES CÓPIAS DOS BEATLES

Os anos sessenta foram a era da beatlemania. Nos EUA, o fenômeno alastrava-se de maneira incontrolável e gerava uma febre de consumo sem precedentes. Então, os produtores Bob Rafelson e Bert Schneider, da rede NBC, decidiram criar uma série de TV para faturar em cima do sucesso do quarteto de Liverpool. Não seria uma paródia, mas algo entre a cópia e a homenagem, um fenômeno que pudesse alavancar a venda de discos para quem gostasse daquele estilo musical. Em seguida, o produtor Don Kirshner, da Screen Gems Music, contratou os compositores Tommy Boyce e Bobby Hart e encarregou-os de liderar uma equipe de músicos para dar suporte ao seriado. Faltava, porém, o elenco. Após longas audições, chegou-se a um quarteto que entraria para a história da música ocidental. O grupo se chamaria The Monkees, e a formação trazia os americanos Mike Nesmith, Peter Tork, Micky Dolenz e o inglês Davy Jones, todos na faixa dos vinte e poucos anos.
CONQUISTANDO SEU ESPAÇO

Mike era o líder, um cara um pouco mais sério do que os outros. Peter era o boboca, meio atrapalhado e desligado. Micky era o maluco, sempre cheio de caretas e esquisitices. E Davy era o baixinho, o queridinho das garotas que se apaixonava diariamente. Os roteiros primavam pelo humor escrachado e a série logo tornou-se um sucesso. No Brasil, foi exibida pela TV Gazeta nos anos setenta e depois aleatoriamente em TVs educativas.
O programa durou 58 episódios, com duas temporadas, entre setembro de 1966 e março de 1968. Foi tão bem-sucedido que influenciou até Jornada nas Estrelas. Por causa da popularidade de Davy Jones entre as garotas, foi criado a personagem Chekov, interpretada por Walter Koenig, usando uma peruca que o deixava ainda mais parecido com o astro pop.
Em cada aventura, sempre havia espaço para muitos números musicais, verdadeiros vídeoclips inseridos nas histórias. Os maiores sucessos foram interpretados por Micky e Davy, dois excelentes cantores. No início, a banda era vista apenas como uma turma de comediantes, mas, aos poucos, o lado musical foi falando mais forte, a despeito da hostilidade de outros músicos e da crítica, que os chamava de Pre-fab Four (Quatro Pré-Fabricados), num trocadilho maldoso com Fab Four (Quatro Fabulosos), a alcunha dada aos Beatles. Na época, quase não havia grupos formados sob encomenda (coisa comum hoje em dia) e a trupe quis mostrar que não era uma farsa.
DE COMEDIANTES A MÚSICOS
Aos poucos, os Monkees ganharam respeito e os resultados começaram a aparecer. No terceiro álbum, Headquarters, de 1967, aclamado como o melhor disco de sua carreira, o grupo libertou-se dos executivos e produziu um trabalho realmente autoral, assinando a maioria das composições e arranjos. A produção chegou ao primeiro lugar na parada da Billboard, mas encontrou um honroso rival lançado na mesma época: Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band, obra-prima dos Beatles. Headquarters ficaria 11 semanas em segundo lugar. Nada mal, no fim das contas. Mas o maior sucesso, também acabaria por ser o testamento musical da fase de ouro do grupo.
Em junho de 1968, veio o filme Head - no Brasil, Os Monkees estão soltos. Foi um fiasco, mas a série já havia acabado. Os quatro queriam mais era tocar a vida com outros projetos e carreiras-solo. Mike virou empresário e é creditado como um dos idealizadores da MTV. Micky virou roteirista e diretor, atividades que manifestou ainda durante a série. Dublador versátil, emprestou sua voz a Arthur no aloprado desenho animado The Tick. Nos anos oitenta, houve uma tentativa frustrada de se criar uma nova versão dos Monkees, mas o projeto não vingou. O público jamais aceitaria alguém no lugar dos verdadeiros.
O SONHO NÃO ACABOU
Nos anos que se seguiram ao final da série, os Monkees reuniram-se diversas vezes, mas, via de regra, sem Mike, envolvido em projetos pessoais. Em 1975, Davy e Micky oficializaram os antigos compositores dos maiores hits, a dupla Boyce & Hart, como membros da banda e fizeram turnês juntos. Não deu certo. Pouco depois, Peter voltaria a se juntar aos outros dois. O trio continuou em frente, realizando encontros de tempos em tempos em shows disputados.
Em 1995, ocorreu a última reunião do grupo original completo. Com a gravação de Justus, (ou Just us – Apenas nós) o quarteto compôs, cantou, tocou e produziu tudo ao seu gosto. Sem grande repercussão, o álbum é uma delícia, com músicas cheias de referências e homenagens aos sons dos anos sessenta. É verdade que as vozes mudaram um pouco e a guitarra de Mike ficou mais pesada, mas o álbum é puro Monkees da melhor qualidade, mostrando que aqueles senhores ainda conservam o espírito alegre e despojado. Em março de 2001, o grupo - mais uma vez sem Mike - iniciou uma grande turnê, planejada para durar até o segundo semestre do ano.
Indo muito além do que se esperava de um grupo fabricado em reuniões de executivos, os Monkees deixaram sua marca na TV e na música como o grupo de rock mais divertido de todos os tempos.
CLÁSSICOS IMPERDÍVEIS

- (THEME FROM) THE MONKEES
- LAST TRAIN TO CLARKSVILLE
- I’LL BE TRUE TO YOU
- SHADES OF GRAY
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